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IPCA e IPG-M: como tais índices influenciam no bolso do brasileiro

O brasileiro liga a TV, lê uma notícia na internet (ou jornal) e está lá a informação: “A conta de luz vai ficar mais cara”. Ou, então, a manchete pode ser outra: “Os preços dos alimentos subiram”. É comum nos depararmos com estas chamadas, mas você sabe o que está por trás destas variações de valores? É sobre isso que a Prime Contabilidade vai falar hoje! 

Por meio deste texto, vamos explicar duas siglas: IPCA e IPG-M – e como elas impactam no seu bolso. Acompanhe! 

IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como explica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é usado pelo governo federal como o índice oficial de inflação do Brasil. “Portanto, ele serve de referência para as metas de inflação e para as alterações na taxa de juros”, afirma o IBGE. 

Cálculo 

O IBGE explica que faz um levantamento mensal, em 13 áreas urbanas do País, de, aproximadamente, 430 mil preços em 30 mil locais. 

Tais valores são comparados aos preços do mês anterior, resultando na variação geral que o consumidor encontra na “prateleira”. 

No acumulado do ano, se a variação do salário do trabalhador for menor do que o IPCA, ele perderá poder de compra. Afinal, os preços da prateleira, neste caso, terão aumentado mais do que a renda do contribuinte. 

Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo: imagine que o salário desta pessoa, em 2020, era de R$ 3 mil. Já, neste ano, tenha ido para R$ 3,5 mil. Teoricamente, ela teria aumentado o seu poder aquisitivo, certo? Não, se os preços dos produtos consumidos por tal pessoa aumentarem mais do que o seu ganho salarial. 

Agora, se a inflação e o salário dela tiverem a mesma variação, o seu poder de compra se manterá . E se este contribuinte receber um aumento acima do IPCA, o seu poder aquisitivo, então, ficará maior. 

IGP-M 

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).  De acordo com a própria instituição, o indicador foi concebido no final dos anos de 1940 para ser uma medida abrangente do movimento de preços, que englobasse não apenas diferentes atividades como também etapas distintas do processo produtivo. 

Assim, explica a FGV, o IGP é um indicador mensal do nível de atividade econômica do país, abrangendo seus principais setores.  O IGP-M é utilizado para o reajuste de tarifas públicas (energia e telefonia), em contratos de aluguéis, planos de saúde, mensalidades escolares, bem como em contratos de prestação de serviços diversos.

Como é calculado? 

Segundo a FGV, o cálculo do IGP-M, assim como os outros dois indicadores (IGP-10 e IGP-DI), tem em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil.  

Desta forma, o resultado do IGP-M é a média aritmética ponderada da inflação ao produtor (IPA), consumidor (IPC) e construção civil (INCC), com os seguintes pesos:

– 60% para o IPA;

– 30% para o IPC;

– 10% para o INCC;

Ao ter noção destes termos e de como tais índices são calculados, o contribuinte entenderá melhor a variação de valores, precificando seus produtos e serviços com uma maior assertividade. Dúvidas? Consulte a Prime Contabilidade!