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Pix: Banco Central estuda permitir transferências offline por meio de cartão e aproximação com celular

O Pix, serviço de transferências de valores idealizado e implementado pelo Banco Central (BC), é um grande sucesso. Além de seguro e prático, já que o dinheiro cai instantaneamente na conta do favorecido, independente do dia e do horário da operação, o serviço também é muito simples: basta usar uma chave para enviar a quantia devida a quem desejar. 

E, agora, o BC estuda facilitar ainda mais a vida dos usuários. De acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em breve, a instituição vai disponibilizar o cartão Pix. A ideia é que, com este cartão, as pessoas possam realizar transferências, mesmo offline, apenas o aproximando do celular. 

“Vai funcionar como um cartão de ônibus, com uma tecnologia segura”, disse Campos Neto, recentemente, durante um webinar. Ainda segundo o presidente do BC, o usuário poderá utilizar o cartão no mundo offline e, quando voltar ao mundo online, terá a possibilidade de transferir o saldo restante no cartão de volta para a sua conta. 

Quando o cartão Pix estiver disponível, nós, da Prime Contabilidade, voltaremos a utilizar o espaço do nosso blog para anunciar a novidade. 

Pix em números

Os números refletem a aceitação do Pix entre os brasileiros. Até maio deste ano, o BC registrou 254,3 milhões de chaves, sendo que 243,9 milhões pertenciam a pessoas físicas e 10,4 milhões a empresas. 

Para se ter uma ideia do crescimento do serviço no país, de acordo com o Banco Central, em novembro de 2020, R$ 30,4 bilhões foram transferidos pela utilização do Pix. Já em maio de 2021, o valor chegou aos R$ 392,5 bilhões. 

O número de transações também cresceu de forma significativa: foram 35,4 milhões de operações em novembro do ano passado contra 649,1 milhões em maio deste ano. Nas palavras de Campos Neto, isso significa que 60% de todas as transações financeiras feitas no Brasil, em maio de 2021, foram realizadas por Pix. 

Ainda sobre os dados do serviço referentes ao mês retrasado, o Banco Central informou  que as transferências de dinheiro entre pessoas físicas são as que predominam no país. Elas correspondem a 42,2% do volume transacionado e 74,7% das transações efetuadas via Pix.